Soccer Game

outubro 5th, 2009

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Riverton vs. Athens

outubro 5th, 2009

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Soccer Game 09/03/2009

outubro 5th, 2009

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Soccer game – 09/01/2009

outubro 5th, 2009

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Chicago Fire Practice – 08/04/2009

outubro 5th, 2009

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BRASILEIROS, VOCÊS SÃO TODOS TROUXAS!

outubro 4th, 2009

Sentiu-se ofendido? Ótimo! porque já passou da hora de se sentir ofendido. Já passou da hora de se indignar. Já passou da hora de acabar com a merda de impunidade desse país governado por merdas incompetentes!

Hoje vi esse vídeo que, parece ser já antigo (2008), que me causou muita indignação a ponto de me inspirar para escrever aqui e demonstrar o que sinto e o que quero que mude.

A maioria do povo acha engraçado, o que me deixa ainda mais indignado. Dessa vez fiquei tão irritado que cheguei a me sentir mal. Me irrita em ver que não precisa ser inteligente para perceber que bandido no Brasil não tem nada a perder. NADA A PERDER. Burro és tu, cidadão pagador do impostos, seguidor de leis. Sim, tu és o ser mais trouxa desse país. Trouxa suficiente para rir da própria miséria. Oras, “O brasileiro é tão feliz que faz piada dos próprios problemas”. MAS TEM QUE MAIS É QUE TOMAR NO RABO MESMO com uma atitude dessas! Depois reclama dos problemas políticos desse país. Corrompido!

Estou exagerando? Não. Esse devia ser o mínimo esperado de reação à uma barbarie dessas.

A história é de João Nerval, um cidadão vítima da sociedade (como vocês gostam de definir ladrões). João Nerval estava na correria (trabalho) chegou no bagulho (padaria), se adiantou, o povo tinha dinheiro, mas só tinha 14 reau. Disse que embaçou a ficha por R$14,00, mas que “é isso aí mesmo” – É a vida!

Mas daí chega o clímax:

Entrevistador: “Mas você já teve várias passagens na cadeia, rapaz, não teve?!”

Vítima da sociedade: “Tive, mas não dá nada não…”

“Tive, mas não dá nada não… Tive, mas não dá nada não… Tive, mas não dá nada não.” Martela na minha cabeça. É óbvio que não dá nada não. Se tu julgastes que esse ser é burro pela aparência, saiba que não é! Ele é inteligentíssimo! Muito esperto, mais esperto que TU! ELE SABE que se ele roubar 14, 200, 400, 500, 900 reais, NADA VAI ACONTECER COM ELE! Por que? Porque esse país é impune! Protege o delinquente com dignidade e maltrata o bom cidadão! Burro somos nós, que admitimos que isso aconteça. Ou ainda pior: RIMOS DISSO!

Mas acalme-se, porque piora.

“Mas eu sou ladrão rapá, não gosto de trabalhar não. Eu sou ladrão. Não tem véio. Não trabalho mais não é o seguinte esse…”


“Roubar é minha profissão”


Entrevistador: “E agora, o que você vai esperar da justiça?”

Vítima da sociedade: “Vou esperar que a justiça seja feita”

Entrevistador: “Se te liberá ou moscá ou você fugir você volta a roubar de novo?”

Vítima da sociedade: “Nah ma crairo eu não vô trabaia. Que eu to com trita ano trinta ano não vo trabaia vo roba de novo né veio?”

MELHOR:

“Se eu não roubar vocês tão tudo desempregado [...] Tô contribuindo para o bem de todos né?”

Se já não bastasse, o filho da puta se considera um enviado de Deus que furta de quem peca:

“Aqueles lá são mais pecador do que eu que Deus permitiu que eu roubasse deles é porque eles são pecador né veio?”

“Não, meu relacionamento é com o senhor Jesus!”

Sem mais.

Guys and Girls Dance

outubro 3rd, 2009

People of Riverton: I’ll be uploading my pictures soon! I swear! :)

Atualização rapidíssima

setembro 29th, 2009

Pois bem, eu ganhei o tal do “Homecoming King” :D

Não tenho muito tempo para escrever aqui. Só vou largar algumas fotos.

Como sempre, tô devendo milhões de fotos para todo mundo.

Há Braços!

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Atualizações rápidas – 2 meses nos EUA

setembro 25th, 2009

Escrevo rápido aqui por que estou sem muito tempo. Tinha em planos escrever sobre minha rotina, já que hoje completam 2 meses que eu pisei em solo americano. Porém agora são 4:20 da tarde e eu tenho que agilizar para o jogo de futebol americano que vai ter hoje. Hoje não irei somente tirar fotos, mas participar da decisão do homecomig court. As coisas andam meio estranhas aqui, para mim. Boas, muito boas, mas estranhas. E eu meio que fico com medo disso as vezes. O pessoal realmente parece gostar de mim. Eu não esperava, nem fazia idéia, ser nomeado para o homecoming court. Muito menos esperava ganhar na votação. Hoje foi a votação final para quem vai ser o homecoming King e quem vai ser a Queen. Tá todo mundo dizendo que eu vou ganhar, mas eu não me importo muito com isso. O que me assusta é que eu atingi um nível de popularidade do qual eu me sinto desconfortável. Sempre fui, e acho que gostei, de não ser muito notado e não fazer muita diferença em círculos sociais como na escola. Mesmo que seja algo positivo, eu não gosto de estar á merce do julgamento alheio. Sim, eu digo não dar bola. Mas eu realmente não gosto quando falam de mim ou inventam histórias. Tá tudo sendo muito estranho. Bom, mas estranho.

Vou sair por agora e contar o resultado de hoje a noite. Amanhã tem homecoming e eu já tenho companhia.

Outra hora eu escrevo mais.

20 de Setembro

setembro 20th, 2009

Acordei cedo, para um Domingo. Eram 07:30 da manhã e lá estava eu preparando meu Chimarrão. Fiz questão de trazer cuia, bomba e erva-mate comigo. Tanto para mim quanto para ter algo típico do Rio Grande do Sul para mostrar para a minha familha americana. Já há dias que quero preparar o chimarrão para eles, mas sempre acabava acordando muito tarde nos fins de semana, não tendo muito tempo. Hoje foi diferente, me desafiei a acordar mais cedo no dia em que comemoramos a proclamação da República Rio Grandense. Dei a cuia para eles provarem, acharam interessante, mas como qualquer um que toma pela primeira vez, não gostaram. “É um pouquinho muito amargo!”, disse meu pai, rindo. Isso que a erva que eu trouxe nem é a das mais amargas. Por um lado foi melhor para mim: sobra mais mate pra mim. Não vou ter que compartilhar meu chimarrão com eles, embora o chimarrão seja amplamente reconhecido por ser compartilhado em situações sociais.

Chimarrão aqui nos EUA

Mas não estou aqui para falar do Chimarrão. Nem de mim, talvez. Há um assunto (na verdade vários), do qual quero escrever sobre. E do que vou falar tem muito a ver com a Revolução Farroupilha, porque ela aconteceu, porque ela foi importante e o que temos a aprender dela. Já no dia 7 de Setembro eu queria ter escrito sobre a “Independência do Brasil”, sobre a sua subjetividade. Ou, como ainda não somos independentes. Mas, no tempo eu estava muito ocupado com os meus problemas aqui que não tive tempo para escrever minhas idéias (o que é uma pena, porque já não me lembro metade delas).

É interessante lembrar porque a tal Revolução Farroupilha aconteceu. Embora todo gaúcho saiba o que foi a Revolução Farroupilha, poucos se lembram quais eram suas causas – o que é triste, pois desse evento histórico que não se concretizou como planejavam, devíamos usar de exemplo para a situação política do Brasil hoje em dia. De lá pra cá o mundo mudou, mas a tirania, encravada nas raízes da história dos governantes brasileiros, não.

Portugal, situação na Europa.

Posicionem-se no tempo. 1807 para 1808, Napoleão Bonaparte, o protótipo de Hitler, está em meio a sua ofensiva militar com o objetivo de dominar o mundo, ou ao menos a Europa. Não precisa ser gênio para saber que Inglaterra e França são rivais históricos. Portugal mantinha fortes relações mercantis com a Inglaterra, mas do outro lado, tinha grande medo de um ataque expansionista vindo da França, país cuja diplomacia era neutra, se não amigável, até então. Bonaparte, colocando em prática seu espírito imperialista, ameaçou o comandante português de que se Portugal não cortasse relações com a Inglaterra, ele iria invadir e destruir a Península Ibérica. Dom João VI, então Príncipe-Regente de Portugal, covardemente sabendo que não poderia confrontar nem a França, nem a Inglaterra, aceitou a idéia de fugir para o Brasil (e deixar o povo português se ralar com a França). Com a chegada do Corte Portuguesa no Brasil, o Brasil, que antes era colônia de Portugal, automaticamente vira metrópole, já que o comando central está vindo agora do continente americano, e não da Europa. Com isso, o “povo” brasileiro sentiu o que era ser uma metrópole, um país com menos restrições (não, o povo continuava na merda. Quem tava começando a gostar eram os nobres que agora podiam comprar e vender produtos no mundo mundo inteiro, possibilitado com a abertura dos portos).

Independência do Brasil

Tempo se passou, e assim como qualquer outro expansionista louco na história, Napoleão perdeu. Era 1820. Com isso, o povo português já irritado, se rebela. A Corte vê que já está na hora de voltar para Portugal. Dom Pedro de Alcântra, mais conhecido como Dom Pedro I fica para ser regente do Brasil. em 1821, Portugal tenta tornar do Brasil uma colônia novamente. O Brasil obviamente não gosta. Dom Pedro, o principezinho, é ordenado à voltar para Portugal. Ele, muito mimado, bate o pé no chão e resmunga “EU FICO!”. E então entra-se para a história o “"Dia do Fico”, 9 de Janeiro de 1822. Portugal, com todo seu poder bélico nada fez para deter o desobediência de Pedrinho (ironia, por favor). E o mais engraçado é que só 8 meses depois, 7 de Setembro, que Dom Pedro foi para o Ipiranga e gritou para ninguém o tal do “Independência ou Morte”. Neste período o Brasil não tinha nenhum tipo de exército, por isso precisava contratar mercenários. Mas a independência do Brasil não queria dizer que o país iria melhorar para o habitantes. Ao contrário: se antes tínhamos um Príncipe-Regente agora temos um Imperador! A injustiça agora com o povo Brasileiro cresceu, a Família Real Brasileira tinha poder absoluto sobre seu governo.

A Revolução Farroupilha

A história é um efeito dominó constante. Ou melhor: o mundo é um caos, com eventos que chamam agora de “efeito borboleta”. Depois de tudo isso, estava na hora dos gaúchos sofrerem as conseqüencias (se é que já não sofriam na época das disputas entre Espanha e Portugal pela suas terras).

A economia do sul do Brasil, da região dos Pampas, era baseada na criação de gado e venda de carne (charque). Os maiores clientes eram do Sudeste. A Família Real Brasileira, cega em só pensar em suas próprias regalias, aumentou as taxas tributárias para os fazendeiros gaúchos, fazendo com que a carne vinda da Argentina e do Uruguai fossem MAIS BARATAS para o comprador do sudeste  do que a carne vinda do próprio Brasil. Obviamente isso é auto-destrutivo para qualquer país. Mas a Família Real Brasileira não conseguia ver isso.

Era 1835 e não tinha momento melhor para uma rebelação. O Imperador brasileiro da época tinha 4 anos de idade, sim 4 anos de idade. Dom Pedro II.

Noite de 18 de setembro, numa loja maçônica, se decide que a tomada de Porto Alegre teria início na noite seguinte. Porto Alegre devia amanhecer dia 20 de setembro sob um novo regime. E foi o que aconteceu.

Dez anos se passaram. A Revolução Farroupilha inspirou outros movimentos no Brasil. Mas mesmo assim, depois de tanto tempo os combatentes se desgastaram e acabaram se rendendo. Sempre achei interessante o que meu pai sempre comentou sobre a Guerra dos Farrapos: “Perdemos a guerra, assinamos o tratado de paz como um empate, e hoje comemoramos como estivéssemos vencido”. E faz sentido.

Porque precisamos dos farrapos como exemplo

Agora, pense no que está acontecendo no Brasil agora. Ou melhor, o que sempre esteve acontecendo no Brasil. Não é muito difícil de perceber que a política tirana não mudou. Mudam de nome? Claro! Tivemos de tudo: Império, democracia, ditadura… e democracia de novo. Democracia? As vezes eu me pergunto se o Brasil pode ser mesmo considerado um país democrático. Democracia não é somente sobre escolher os representantes através de votos, mas oferecer oportunidades iguais aos cidadãos de batalha por uma vida melhor e mais digna. Sem falar que é duvidável até mesmo o método eleitoral brasileiro. Ou você vota, ou você perde teus direitos! Isso é muito mais totalitarismo do que democracia. Não vejo muita diferença com a nossa situação em comparação aos rebeldes africanos que, se você não vota em quem eles querem, cortam suas mãos fora.

A situação das taxas, dos impostos, causas que originaram a Revolução Farroupilha AINDA ESTÃO AÍ. O Brasil é um país totalmente anti-empreendedorismo. Prefere atolar suas corajosas empresas com impostos do que ajuda-las e receber o retorno do inevitável crescimento, se tal medida fosse adotada. Um exemplo da situação do charque em 1835 é o vinho da Serra Gaúcha em relação com o vinho argentino e uruguaio de hoje em dia. É mais barato para nós NO RIO GRANDE DO SUL comprar bom vinho argentino do que vinho gaúcho! Por que? Por causa dos impostos! Quantos empregos não poderiam ser gerados. Imagine o giro na economia. Mesmo pagando as maiores taxas tributárias do mundo, os filhos da puta do Palácio do Planalto acham mais motivos para tirar mais dinheiro do povo brasileiro. Que retorno nós temos com todos esses impostos? NENHUM! Apesar de pagar tudo isso ainda temos que nos virar com educação particular, já que as escolas públicas são umas merdas, ainda temos que pagar por segurança particular, guardinhas, já que não temos uma polícia de bom tamanho e eficiência. Isso sem levantar a questão dos direitos que todos os bandidos têm em cima de nós, bons cidadãos. Os motivos são grandes, e são inúmeros para a minha indignação. O Brasil está condenado à viver na merda e submetido à tirania a não ser que um evento de grande impacto tome conta, como foi a tentativa dos farrapos. E o que mais me deprime, é que nesses últimos 8 anos ocorreram milhares de escândalos políticos que deviam gerar indignação no povo a ponto de gerar uma rebelação. O brasileiro se acostumou a viver na merda, viver submetido à tirania. O Brasileiro se indigna quando seu time perde, quando Michael Jackson morre, quando UMA menininha é jogada de um prédio. Mas o brasileiro não se indigna quando bandidos matam milhares por dia, quando políticos desviam verbas públicas para benefícios próprios. Isso me leva a corroborar os meus pensamentos de que o problema não é o político corrupto, mas o povo corrompido (não vou estender, pretendo escrever sobre isso outra hora).

Que tenhamos como exemplo as façanhas dos farrapos. Eu não sei quanto à ti, mas eu não estou destinado a viver debaixo de tanta injustiça. Eu não consigo ignorar. Alguma coisa eu vou fazer. Eu quero mudar o Brasil, mas primeiro tenho que mudar a minha atitude. Por enquanto, o melhor a fazer é não ignorar, mas denunciar a tirania e deixar com que todos fiquem incomodados com ela.